Jogos de azar - aposta ou diversão: até onde é saudável?
- Espaço Vivare
- 19 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Quais imagens surgem em sua mente quando pensa em vício?
É comum que essa pergunta seja respondida com: álcool e drogas. Porém, o vício é entendido como um padrão repetitivo de comportamento ou consumo, que pode estar relacionado a substâncias ou a atividades.
Dessa forma, entendemos que um vício pode estar mais presente em nossa vida do que imaginamos. Ele pode se manifestar por meio de compras, uso excessivo da internet, alimentação, jogos e muitas outras formas.
E aí chegamos a uma nova atividade que entrou com força na vida dos brasileiros. Isso mesmo: o famoso Tigrinho, as Bets e seus derivados.
São aplicativos, sites e plataformas que promovem apostas das mais variadas formas. Com uma aparência moderna, fácil e rápida, têm atraído muitos novos jogadores — inclusive pessoas que nunca imaginaram entrar em um cassino. Até porque o cassino ainda é visto como algo distante, voltado para a elite.
Uma pesquisa realizada em setembro de 2024 estimou que 22,13 milhões de brasileiros declararam ter participado de apostas em bets. Muita gente, né?
E qual o problema nisso? É só uma diversão?
O Instituto DataSenado apurou ainda o percentual de apostadores com dívidas em atraso há mais de 90 dias. Eles representam 58% das pessoas que gastaram com bets por meio de aplicativos ou sites na internet.
E é aí que mora o perigo!
É importante entender que as pessoas mais afetadas por esses jogos são, em sua maioria, da classe trabalhadora — aquelas que lutam diariamente para manter as contas em dia e cuidar da família.
Esse cenário afeta não só a vida financeira, como também a saúde mental. Quando a pessoa entra nesse ciclo de apostas, ela pode acabar se sentindo ansiosa, frustrada e até sem esperança, especialmente porque vai acumulando perdas e os ganhos tão esperados nunca se concretizam.
Se você percebe que está perdendo o controle com as apostas e isso tem afetado sua vida, saiba que você não está sozinho. Buscar ajuda é um passo de coragem — e é possível, sim, retomar o equilíbrio.
Fale com alguém de confiança e procure ajuda profissional. Cuidar de você é sempre o melhor caminho. Texto por: Vitória Santos

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