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Fases da vida

  • Foto do escritor: Espaço Vivare
    Espaço Vivare
  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura

Observe as crianças na primeira infância. São curiosas e destemidas. Já parou para pensar em quantas tentativas, quedas e frustrações os pequenos enfrentam até conseguir aprender algo simples?


Depois, entre os 6 e os 10 anos, começam os desafios constantes da escola: aprender a ler, escrever, somar, praticar esportes e descobrir como pertencer a um grupo.


Na adolescência tudo ganha intensidade. Os sentimentos ficam confusos, as ideias parecem incoerentes e a mente entra em conflito o tempo inteiro. Por dentro, existe uma consciência pedindo atenção sem saber exatamente o que procura. Por fora, a vida social cresce depressa demais. E as perguntas internas começam a ocupar um espaço enorme dentro da cabeça.


E como o tempo corre.


E, num instante, chegam os 18 anos. A juventude traz uma mistura de liberdade, medo, expectativas e responsabilidades que antes pareciam tão distantes da realidade.

Aos 25, muitos já sentem a pressão de “precisar dar certo”. Encontrar o próprio lugar no mundo vira quase uma obrigação. Porque, mesmo tentando seguir no próprio ritmo, a sociedade continua cobrando sucesso o tempo inteiro.


Aos 35 aparece outra cobrança silenciosa: a ideia de que a vida já deveria estar organizada, com família formada, estabilidade e respostas prontas. E quando isso não aconteceu, começa mais um conflito interno. Mais uma vez o olhar se volta para dentro.


Aos 40, com família formada ou não, vem a percepção de que o tempo realmente passou. Então começam as visitas ao passado. Algumas memórias acolhem. Outras machucam.

Você passa a enxergar padrões de comportamento, escolhas que fizeram sentido naquela época, erros que ainda pesam na consciência. Percebe também que seus pais envelheceram. E que a relação com eles mudou totalmente.


Nessa fase, muitos valores já não são os mesmos. Algumas certezas desaparecem sem fazer barulho.

Chegamos aos 50 com outro olhar sobre a vida. Existe mais maturidade, mais calma e, ao mesmo tempo, uma urgência maior em resolver aquilo que ficou mal resolvido dentro de nós.


Aos 60, essa necessidade fica ainda mais evidente. A consciência já não aceita mais tantos silêncios.


No fim, percebemos que ela sempre esteve ali.


A consciência talvez seja a companhia mais permanente da nossa existência. E aprender a escutá-la pode ser uma das formas mais honestas de atravessar a vida.


A psicoterapia ajuda justamente nessa conversa.


Fazer psicoterapia é dar espaço para aquilo que foi calado por anos. É construir uma relação mais saudável consigo mesmo.

 
 
 

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