Criança também sente ansiedade
Quando pensamos em ansiedade, é comum imaginarmos alguém preocupado, inquieto ou pensando demais. Mas, na infância, ela nem sempre aparece dessa forma.
Uma criança ansiosa pode ficar mais irritada, chorar com frequência, ter dificuldade para dormir, apresentar medo de ficar longe dos pais, reclamar de dores de barriga ou de cabeça e até evitar situações que antes faziam parte da sua rotina.
Isso acontece porque a criança ainda está desenvolvendo recursos para compreender e expressar aquilo que sente. Muitas vezes, o corpo e o comportamento acabam falando aquilo que ela ainda não consegue colocar em palavras.
Por isso, nem todo comportamento difícil é apenas “manha”, “birra” ou falta de vontade. É importante observar a frequência, a intensidade e o contexto em que esses comportamentos aparecem.
A psicoterapia infantil oferece um espaço seguro para que a criança possa expressar suas emoções e desenvolver recursos para lidar com medos, frustrações e situações que geram insegurança. Por meio do brincar e de outras formas de expressão, o profissional pode ajudá-la a compreender melhor o que está acontecendo dentro dela.
Criança também sente, também sofre e também precisa de um espaço para ser escutada.
E, muitas vezes, compreender o que está por trás de um comportamento é o primeiro passo para conseguir ajudar.

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